Como os jovens usam as redes sociais: privacidade, liberdade, vício e estudo
Uma das entrevistadas, Anika, de 13 anos, confessou quando questionada sobre ter deletado sua conta no Facebook: “Eu acho que já não estava mais interessada pelo que estava acontecendo na rede”. Ela diz preferir compartilhar suas fotos via Instagram e usar o hangout do Google+ para conversar com amigos.
A diretora de pesquisa da Microsoft alerta que, apesar de os adolescentes preferirem redes como o Twitter e o Tumblr, não quer dizer que estão deixando de usar o Facebook. De fato, 8 de 10 jovens que estão online usam redes sociais – e mais de 93% destes usuários tem conta no Facebook (Pew Internet). Porém, quem lidera o crescimento do Facebook são as pessoas mais velhas. Usuários entre 50 e 64 anos, por exemplo, formam quase um quarto da audiência da rede (Nielsen Report/March2012).
O que leva um adolescente a usar as redes sociais?
As principais razões que levam os adolescentes a usaram mais o Tumblr e o Twitter incluem o controle dos pais sob o conteúdo visto online, além do fato de que nestas redes é possível usar pseudônimos, não havendo a pressão de precisarem adicionar ou conversar com tal pessoa. Há, assim, uma defesa de poderem se expressar mais livremente e serem mais seletivos com relação aos seus círculos de amizade.
Ou seja, privacidade, intimidade e liberdade de expressão são os interesses que movem os adolescentes online. E, no caso, o Facebook sai perdendo nesta.
Redes sociais na hora do estudo
Utilizadas para a comunicação entre amigos, para enganar a solidão, para manter laços com pessoas que estão longe da gente… As redes sociais tem se tornado cada vez mais multifuncionais e, assim, conquistado espaços importantes no dia a dia dos jovens. Então, por que não utilizá-las, também, para estudar?
“As redes sociais nunca substituirão o ensino convencional, nem poderão suprir as deficiências do modelo educacional brasileiro. Elas são apenas um instrumento complementar bastante dinâmico, capaz de aproximar aluno e professor” – Alexandre Mazza, doutor em Direito Administrativo, em entrevista para o Administradores.
Hoje os estudantes dispõem de muitos meios para buscar o conhecimento, e isso muda a relação clássica aluno/professor. Antigamente o professor detinha o monopólio da informação. Hoje tudo está disponível na internet. Isso muda a função do pedagogo, que passa a ser alguém que filtra a informação útil e mostra o caminho para conteúdos relevantes. Além de incentivar que grupos de estudos, pesquisas e conversas sejam potencializadas pelas ferramentas em tempo real e de caráter colaborativo.
Redes sociais são viciantes?
Pesquisas recentes mostram dados preocupantes. A Universidade de Maryland, nos EUA, fez uma pesquisa usando como base mil universitários de 37 países entre 17 e 23 anos. Grupos foram impedidos de usar celulares, redes sociais, internet e TV por 24 horas, e usar apenas telefone fixo e livros. Eles também deveriam manter um diário.
● 79% dos estudantes mostraram sintomas análogos às síndromes de abstinência química: desespero, “esvaziamento”, ansiedade, confusão e isolamento.
● Um em cada cinco alunos relatou sentimentos de abstinência.
● 11% se sentiram confusos ou fracassados
● 19% relataram sentimentos de angústia
● 11% se sentiram isolados
● Apenas 21% dos participantes relataram que poderiam sentir os benefícios de ficar incomunicáveis.
fonte: http://blog.cruzeirodosulvirtual.com.br/?p=616
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